domingo, 29 de março de 2015

Elis Regina - Parte III



É com uma incrível que surpresa que os amigos e o Brasil recebem a notícia do casamento de Elis Regina com o compositor Ronaldo Bôscoli. Os dois haviam se conhecido em 1964, e trocaram muitas farpas naquele ano, com Bôscoli, chefe de Elis no Beco das Garrafas daquela época, despediu a mesma dos espetáculos no local alegando justa causa.

Quando voltaram a se ver, mal se falavam, sendo Miele responsável por intermediar as conversas entre os dois, que na frente das pessoas, mal se olhavam. Porém, nos bastidores, uma paixão fulminante tomou conta de Elis e de Bôscoli (que já havia se relacionado com Maysa e Nara Leão), e o casal trocou alianças em 5 de dezembro de 1967 no cível (7 de dezembro no religioso). Dizem que na noite de núpcias, Bôscoli traiu Elis, e durante cinco anos de muitas brigas, discussões e agressões, além de alguns escândalos (Elis jogou fora toda a coleção de discos de Frank Sinatra que Bôscoli guardava com carinho), e do rebento João Marcello Bôscoli, nascido em 1970, a carreira de Elis sofreu uma grande transformação.

Fotos do casamento de Elis com Bôscoli, em 1967

Visualmente, a cantora cortou o cabelo, largando o corte "capacete" que marcou sua Era de Ouro ao lado de Jair Rodrigues, além de adotar roupas mais casuais, seguindo os conselhos do marido. Musicalmente, Bôscoli mostrou para Elis trabalhos fora do samba e da bossa-nova, fazendo com que a cantora passasse a se interessar por jazz, blues e até rock 'n' roll, sem abandonar, logicamente, os grandes e ainda desconhecidos compositores brasileiros.

São seis álbuns sob as asas de Bôscoli, que lentamente colocaram novamente Elis como o principal nome da Música Brasileira no mundo inteiro, já que dois destes seis álbuns saíram exclusivamente no exterior.

O primeiro álbum com Bôscoli

O primeiro disco de Elis pós-sucesso do programa O Fino da Bossa ainda traz uma cantora dividida entre interpretações para grandes sambas, - através do resgate de "Pot-Pourri de Mangueira", com uma mescla de seis faixas em homenagem ao bairro Carioca, e consequentemente à agremiação sambística, ou "Corrida de Jangada" (de Edu Lobo, o compositor predileto de Elis, com Carpinam), e "Samba do Perdão" - , com o aprochego da Bossa-Nova - em "Bom Tempo" (Chico Buarque), e no "Tributo à Tom Jobim", uma compilação com três joias de Antônio Carlos Jobim, "Vou Te Contar (Wave)", "Fotografia" e "Outra Vez" e "Da Cor do Pecado", com sua versão definitiva através do arranjo samba/jazz que somente Elis conseguia gravar. Em Especial está a primeira gravação oficial em estúdio de "Upa Neguinho", com um arranjo primoroso que foi registrado ao vivo no estúdio. 


Contra-capa de Especial

O ritmo agitado de Gilberto Gil marca presença em "Viramundo", e a audição de "De Onde Vens" para os novatos certamente irá trazer à mente um Q de Los Hermanos na linha musical. Elis vai literalmente às lágrimas na arrepiante "Carta ao Mar", composta por Bôscoli para sua esposa, e que segundo a própria, merecia uma resposta à altura, deixando aquela sensação de "Put@ que P@riu, que interpretação!". Apesar de não trazer nenhuma informação sobre os parceiros musicais de Elis, a banda de apoio é formada por Antônio Adolfo (piano), Roberto Menescal (guitarra), José Roberto (baixo), Wilson das Neves (bateria) e Hermes Contesini (percussão), além de Érlon Chaves nos arranjos. O que fica de Especial, relançado em CD em 1994, é que a tendência de Elis era cada vez mais guiar-se para interpretações jazzísticas, sem usar tanto a potência de sua voz, mas melhorando a sua técnica e caminhando para novos caminhos, com seu primeiro contato com o rock sendo realizado no ano seguinte, assim como a forte incursão pelo jazz.

Elis influenciada pela chegada do homem na lua Como & Porque

Influenciada pela chegada do homem na lua, e novamente com a colaboração de Érlon Chaves nos arranjos, Elis grava seu álbum mais primeiro álbum a contar com linhas próximas ao rock, acompanhada pelo mesmo time de Especial. Apesar da bossa nova pintar em "Samba da Pergunta", muitas faixas apresentam essa ligação com rock, com destaque total para José Roberto, que destrói com seu baixo sacolejante em "Vera Cruz" (Márcio Borges e Milton Nascimento), ou arrebentando em "Canto de Ossanha", dando um groove inimaginável para esse tradicional samba de Baden Powell e Vinícius de Moraes", totalmente desconstruído pela voz de Elis. Sobra até para "O Barquinho", clássico da dupla Menescal / Bôscoli, que apesar de manter as linhas do samba reconhecido em todo o Brasil, possui fortes pitadas de rock, dadas pelo groove da cozinha Wilson/José Roberto. 


Elis em apresentação na França

As variações de voz de Elis na samba-jazz "Giro" surpreendem pela perfeição, assim como ela passa por tranquilidade com o francês de "Récit de Cassard". Mantendo a tradição de lançamentos de grandes nomes da música brasileira, a bola da vez é Egberto Gismonti, com a sensacional "O Sonho", primeira gravação de Elis a aproximar-se do rock 'n' roll, com todos seu clima psicodélico através das variações entre a velocidade da bateria de Wilson e as intervenções sambísticas do violão de Menescal, e também o novato Danilo Caymmi, com a bela "Andança", parceria do filho de Dorival com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto. Temos aqui a esplendorosa gravação com as complicadas vocalizações de "Casa Forte", mais um registro definitivo deixado para a história pela voz de Elis, e que me faz pensar por que ainda não fui atrás dos discos de Edu Lobo. Apesar de toda a virada musical que Como & Porque representa na carreira de Elis, se você quer um dia mostrar para um amigo estrangeiro o que é bossa-nova, rode "Aquarela do Brasil / Nêga do Cabelo Duro", e deixe ele segurar o queixo, e Edu Lobo, como sempre, marcando presença com a sensacional "Memórias de Marta Saré", parceria do compositor e músico com Gianfrancesco Guarnieri. 

Relançado em CD em 1994, Como E Porque foi o último disco de Elis registrado no Brasil na década de 60. Os novos caminhos musicais de Elis foram ampliados ainda em 1969, com uma breve temporada na Europa, após desligar-se da TV Record.

Convidada de luxo, Elis é coadjuvante em excelente disco de Toots Thielemans
Elis viajou para a Europa, e por lá entregou-se ao jazz. Entre diversos shows e apresentações em TV, conseguiu um tempo para gravar com o belga Toots Thielemans. A harmônica do músico acaba dando um charme especial para faixas que já haviam aparecido nos álbuns anteriores de Elis, duas em Especial e quatro em Como e Porque . Toots, o dono do disco, brilha com sua gaita dividindo espaço com o piano de Antonio Adolfo na linda instrumental "Visão", obra seminal desse subestimado e esquecido músico brazuca, que é o mestre por trás da pancada versão de "Canto de Ossanha", ou com a voz de Elis na dolorida "A Volta", melhor performance de Elis no álbum, a alegre "Wave" e a clássica "Barquinho". 


Elis e Toots, em apresentação na TV

O gaitista conduz a instrumental "Honeysuckle Rose" com vocalizações que acompanham as ótimas passagens de guitarra de Menescal, outro que destaca-se bastante no LP, fazendo uma dupla perfeita para os assovios do belga nas também instrumentais "Wilsamba" e "Five for Elis", essa última uma aula de samba-jazz para malandro nenhum botar defeito. Esse duelo assovio / guitarra marca a bela "Você", bossa-nova de melhor qualidade, com Elis solta, passeando tranquilamente pelas linhas jazzísticas promovidas pela dupla Toots / Menescal. "Aquarela do Brasil" / "Nega do Cabelo Duro", "O Sonho" e "Corrida de Jangada" não apresentam muitas diferenças em relação ao material original. A banda de apoio, o Elis Cinque Quintet, formada por Menescal, Antonio Adolfo, Jurandir Meirelles (Baixo), Hermes e Wilson das Neves, está afiadíssima, e é quem resgata um pouco de Brasil nas jazzísticas faixas de um álbum no qual Elis é apenas uma coadjuvante, fazendo um ótimo trabalho. Elis Regina & Toots Thielemans foi lançado primeiramente apenas na Suécia, e somente em 1978 chegou ao Brasil, com o título de Honeysuckle Rose / Aquarela do Brasil, com uma pequena alteração na ordem das músicas, tendo sido relançado em CD em 1998.

Do Brasil para o mundo, Elis encanta na Terra da Rainha

Esse álbum foi gravado pouco depois de Aquarela do Brasil, quando o produtor artístico da cia. inglesa ligada à Philips ouviu as gravações daquele álbum, bem como a apresentação da dupla Elis e Toots em um programa de TV na Suécia, e embasbacado, convidou a gaúcha para registrar um LP. Assim, com o mesmo time que registrou Aquarela do Brasil - com exceção de Toots - e uma orquestra de 41 músicos, foi registrado em apenas um dia (04 de maio), praticamente ao vivo no estúdio, Elis in London, tendo o maestro inglês Peter Knight como responsável pelos arranjos. Elis novamente concentra-se em canções que já haviam aparecido em Especial ("Corrida de Jangada" e "Upa Neguinho") e Como e Porque ("Giro" e "O Barquinho"), bem como três canções pertencentes a Aquarela do Brasil ("A Volta", "Wave" e "Você"), que ganharam todo um charme com os arranjos clássicos. O diferencial do álbum é ouvir Elis soltando o seu inglês sem nenhum sotaque, seja na versão para "Insensatez", batizada de "How Insensitive", seja na romântica "A Time for Love", ou na versão samba-jazzy de "Watch What Happens", clássico de Norman Gimbel e Michel Legrand. 



Até "Você" recebeu um tratamento todo especial, com letra em inglês e bem mais agitada do que o registrado no disco ao lado do sueco. Outro momento importante é que Elis rompe com o mal-estar criado com a "Marcha das Guitarras", fazendo as pazes com a Jovem Guarda em uma estonteante interpretação para "Se Você Pensa", de Roberto e Erasmo Carlos, e que virou figurinha carimbada no repertório de Elis a apartir de então, assim como "Zazueira", de Jorge Ben, aqui enaltecida pelos gritos agudos da cantora. Elis in London é um registro que os fãs brasileiros podem até torcer o nariz por conta da americanização jazzística e rocker de suas canções,  mas ao mesmo tempo, é o auge do melhor que o samba-jazz nacional produziu. Esse álbum foi lançado somente na Europa (sendo sua versão original muito rara), e no Brasil, foi parido em 1982, depois da morte da pimentinha, ganhando sua versão digital em 1998.



Elis e Pierre Barouh (acima);
O exclusivo lançamento italiano (meio)
Rainha Pimentinha e Rei Edson juntos em bolachinha especial (abaixo)

No final de 1969, saí o raro compacto Tabelinha Elis x Pelé, com duas canções escritas pelo eterno Rei do Futebol: "Perdão Não Tem" e "Vexamão". Devido ao grande número de shows no Brasil e na Europa, bem como as brigas com Bôscoli, esse foi o último compacto lançado por Elis nos anos 60, sendo o penúltimo com "Zazueira" / "Corrida de Jangada" (1969) e o antepenúltimo com  "Casa Forte" / "Memórias de Marta Saré" (1969). Um ano antes, Elis gravou na França o compacto duplo "Deixa / A Noite do meu Bem - Noite dos Mascarados / Tristeza", ao lado do cantor francês Pierre Barouh. Vale lembrar que o período na Europa deixou como herança o raríssimo álbum La Regina Della Canzone Brasiliana, reunindo os álbuns Ellis Regina e O Bem do Amor, em um lançamento exclusivo do mercado italiano.

De volta ao Brasil com o brilhante ... Em Pleno Verão

Foi no retorno ao Brasil que Elis novamente mostrou quem é dava as cartas por aqui. Agora sob a batuta de Nelson Motta, mas ainda com o auxílio de Bôscoli, veio  ... Em Pleno Verão, com o qual Elis colocou pelo menos dois grandes sucessos na boca do povo: o frevo "Frevo", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e o samba "Vou Deitar e Rolar (Quaquaraquaqua)", de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, que a partir de então, tornaram-se obrigatórias nos espetáculos da gaúcha. O que é apresentado nos sulcos do vinil para "Verão Vermelho", de Nonato Buzar, famosa pela regravação de Santana no álbum Festival (1977), é de chorar, seja pelo arranjo percussivo casando milimetricamente com os arranjos de Erlon Chaves e a voz de Elis, seja pela curta duração da mesma, já que quando começamos a nos empolgar, a canção acaba. "Comunicação" coloca o pedal wah-wah de Menescal e escalas hipnotizantes de baixo como parte do instrumental de Elis Regina. 

O principal mérito de ... Em Pleno Verão vai para a consolidação de grandes nomes da música nacional, com Elis buscando composições que variam do resgate tropicalista de Caetano e Gil, ambos exilados na Inglaterra, e que de lá mandaram especialmente para o álbum as clássicas "Não Tenha Medo" e "Fechado Pra Balanço", respectivamente de cada um dos compositores, passando pela novata Joyce, até então com apenas dois desconhecidos álbuns lançados (Joyce, de 1968, e Encontro Marcado, de 1969), e compositora, ao lado de Sérgio Flaksman, de "Copacabana Velha de Guerra"até o swing de Jorge Ben, colocado no pedestal com duas faixas, a latina "Bicho do Mato" e o swing de "Até Aí Morreu Neves", na qual Elis demonstra as habilidades jazzísticas que aprendera na Europa. 


Aproveitando o verão, em 1970

Porém, os grande momentos do álbum vão para a majestosa homenagem para Roberto e Erasmo Carlos no soul comandado pelo piano de Antônio Adolfo "As Curvas da Estrada de Santos", com uma Elis Regina simplesmente levando os ouvidos para o paraíso e uma participação fundamental de Roberto Menescal e Wilson das Neves, e a surpreendente "apresentação" - conforme a contra-capa - de Tim Maia para o Brasil, em uma fulminante interpretação da dupla para "These are the Songs", jóia esquecida de uma das maiores vozes da música nacional, aqui apresentada com todo o charme jazzístico que a dupla podia empregar para ela, que é sem dúvidas, o ponto máximo do LP. Este álbum, relançado em CD em 1993, foi gravado durante a gravidez do primeiro filho de Elis, João Marcello Bôscoli, e após o espetáculo de Elis com Miele.

A gravidez foi muito conturbada, e complicou ainda mais o relacionamento do casal Elis / Ronaldo. O marido obrigou Elis, com sete meses de gravidez, a seguir fazendo shows constantemente, e pior, quando o menino nasceu, ficou constatado que ele era alérgico ao leite de vaca. 

Ronaldo, Elis e o bebê João Marcelo

Como Elis não conseguiu produzir leite suficiente para amamentá-lo, recorreu à televisão, clamando por mulheres que doassem leite para seu filho. Graças às doações, o pequeno João Marcello sobreviveu, e hoje, é um dos mais renomados produtores musicais do Brasil.

Com a vida do filho assegurada, Elis volta ao ritmo de shows, sempre comandada por Bôscoli. Ainda em 1970, estreia o show Cuca Fundida, em São Paulo, cidade que começa a dar novos ares para a carreira da cantora, e no final daquele ano, estreia na Rede Globo com o programa Som Livre Exportação, ao lado de Ivan Lins, responsável pelo grande sucesso de seu próximo álbum.

A revelação ao mundo de Ivan Lins foi com "Madalena", do álbum Ela

Ganhando cada vez mais espaço como a principal voz do Brasil, e depois do sucesso de "Vou Deitar e Rolar (Quaquaraquaqua)", Elis continua seu trabalho de ascensão com mais um álbum que marcou o início da década de 70, novamente sob as asas de Motta, mantendo a tradição de revelar nomes hoje famosos, como Ivan Lins e a dupla Marcos e Paulo Sérgio Valle, sem abandonar nomes já consagrados, através de Baden Powell / Paulo César Pinheiro, com o clássico samba "Falei e Disse" e a bossa "Aviso aos Navegantes", uma canção bem destoante do resto do álbum, Tom Jobim, que ganhou uma versão surpreendente para "Estrada do Sol", parceria dele com Dolores Duran, transformada aqui em um êxtase explosivo de metais sobrepostos com camadas orquestrais em um ritmo frenético permeando a voz de Elis, e a dupla Erasmo e Roberto Carlos, que marca presença novamente com "Mundo Deserto", repleta de percussões e com um embalo Motown dado pela guitarra que certamente deve agradar ao grande fã de Roberto Carlos aqui do site, nosso sempre presente Igor Maxwell. Aliás, com exceção das canções de Baden Powell, esse é o disco mais yankee da carreira de Elis, com o funk e o soul marcando presença em várias faixas. Para quem acha que a cantora é uma mera crooner, coloque "Black Is Beautiful" (da dupla Valle) e segure as paredes para a casa não cair com a voz arrebatadora de Elis acompanhada por um instrumental inegavelmente destruidor, graças ao arranjo de Chico de Morais. 


Elis em 1971, ano da separação de Bôscoli

O jazz desliza suave na voz e nas notas da guitarra da faixa-título, e brota fácil em "Os Argonautas", mais um show de interpretação de Elis nessa canção de Caetano Veloso, que trouxe também soul music em "Cinema Olympia", com uma introdução que me lembra "It" (gravada pelo Genesis em The Lamb Lies Down on Broadway), mas transformando-se em um soul embaladíssimo, com o arranjo orquestral magistral de Chico de Moraes, nesse que é um dos grandes sucessos de Ela, assim como "Madalena", samba-jazz candidata a uma das canções mais conhecidas da carreira de Elis, e que colocou nas casas dos brasileiros o nome de Ivan Lins, responsável também pela criativa "Ih! Meu Deus do Céu", misturando samba com funk-Motown em outro grande arranjo instrumental. Até mesmo os Beatles ganharam uma versão funk/soul, através da emocionante revisão para "Golden Slumbers". Para mim, este é o melhor álbum da carreira de Elis ao lado de Bôscoli, parecendo que ela colocou todo o seu sentimento de desprezo pelo marido através de sua voz, que estava vivendo um momento único. Ela foi relançada em CD em 1994, e deve ser um dos primeiros discos a ser apresentado para algum curioso em conhecer a carreira da gaúcha.

Raríssimo álbum da ONU com participação de Elis

Durante esse período, foi lançado apenas um compacto duplo: "Madalena" - "Fechado pra Balanço" / "Falei e Disse" -"Vou Deitar e Rolar" (1970). Além disso, ainda em 1970, colocou nas trilhas de novelas duas faixas: "Madalena", tema de A Próxima Atração, e "Verão Vermelho", tema de Verão Vermelho.

Elis também participou, cantando "Madalena", do raríssimo álbum Top Star Festival, lançado em 1971, gravado a pedido da ONU em apoio aos refugiados de todo o mundo, sendo o único artista brasileiro presente no álbum, ao lado de nomes consagrados como Neil Diamond, Aretha Franklin, Donovan e Johnny Cash. Ainda em 1971, Elis estreia, ainda na Globo, o programa Elis Especial, que durou um ano, e é lançado Ellis Regina, compilando Ellis Regina e O Bem do Amor. Um ano antes foi lançado a coletânea Série Autógrafos de Sucesso - Elis Regina, bastante indicada para um primeiro contato com a Elis da década de 60.

Elis e Bôscoli, em pleno verão de 1970

A separação de Elis e Bôscoli ocorre em 11 de maio de 1972, encerrando uma fase de transição que foi consolidada ainda naquele ano, quando Elis passa a ter sua principal companhia musical, o pianista César Camargo Mariano, como veremos daqui há quinze dias, com a quarta parte desta Discografia Especial.

2 comentários:

  1. Adorei e concordo com tudo.O disco de 70 é ótimo,e o de 71 foi uma das maiores surpresas que eu tive na vida quando conheci.

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    1. Obrigado meu caro Ademar. Saudações e bom fim de semana

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